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Grundor

O que podemos aprender com a forma que o GitLab ganha dinheiro com seu projeto open-source?

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Há pouco tempo falar em ganhar dinheiro com Open Source era visto como algo intangível, o software open source não necessariamente tem que ser gratuito.. vou explicar.

Muitos negócios em torno do Open Source são negócios bem sucedidos que geram receita alguns exemplos de mercado como MySQL, GitLab, VSCod, Kubernates, MongoDB entre outros.

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Deses ali em cima  o único que explica de forma aberta como ganha dinheiro é o GitLab :

Segundo o método deles, encontrar o modelo de negócios ideal é a chave para tornar o projeto rentável, mas isso não é uma tarefa fácil, não existe uma receita de bolo pra isso.

Criar um modelo de negócios baseado em Open Source não é simplesmente abrir código fonte e pronto. É necessário criar um balanceamento entre os interesses da comunidade e do próprio negócio. Tem que ser uma relação ganha-ganha. Existem muitas questões a serem discutidas. Por exemplo, qual o modelo de licenciamento? GPL? Baseado em BSD? Quem vai desenvolver e manter o código, a própria companhia ou a comunidade?

 Você também deve considerar que nem todo o código fonte necessita ser aberto à comunidade. Mas, quais partes serão abertas e quais não serão abertas? 

O grande segredo é conseguir achar o modelo de negócio ideal, foi necessário tentativa e erro para encontrar um modelo sustentável, é um grande desafio fazer algo que não tem um retorno imediato, baseado em venda de um software de pratileira (windows, office, autoCad, etc).  Aqui alguma das tentativas que eles fizeram:

Doações

A primeira coisa que deve vir a cabeça é a doação, viver da benevolência de seus usuários para se manter ativo e operante, escrevendo milhares de linhas de código por semana e não recebendo nem o café que vc toma por isso, não parece legal. Eles tentaram isso, mal dava pra pagar um sorvete como eles disseram.

As pessoas não pagam nem pelos softwares fechados (pirataria) quem dirá pagar algo para um que está de graça. É pouco, mas talvez ajude a custear o custo de um site ou algo assim.

Taxas de solicitação de recursos e suporte pago

Doação então não é um bom modelo, então o segundo passo óbvio seria com suporte e customização, vc ve o projeto e então você paga para que tal feature seja lançada primeiro, ou que determinado bug tenha uma prioridade.

Eles também tentaram cobrar uma taxa para criar recursos solicitados dos usuários. Mas esse modelo desmoronou quando as pessoas descobriram que havia outras pessoas fazendo o mesmo pedido e, em vez de pagar por uma fração do recurso, desistiram do pedido com a expectativa de que outro usuário ou empresa pagaria por ele. Então eles mudaram para um modelo de suporte, mas descobriram que era um problema. À medida que melhoraram o produto, menos pessoas precisaram de suporte. Mas para fazer um trabalho menos estelar na instalação do GitLab, "meio que destrói" a marca, diz o co-fundador do Gitlab.

"Core" aberto

O GitLab por fim já tinha bastantes usuários, era um software maduro e testou modelos de negócio não tão rentáveis, eis que então eles tiveram a ideia de direcionar certos recursos que facilitariam as pessoas que são donas do dinheiro e que pagariam para ter um recurso especial.

"No fim das contas, nos estabelecemos em um núcleo aberto, onde alguns recursos são pagos. O difícil era decidir quais recursos são pagos. Acho que depois de muitos anos agora temos uma boa maneira de determinar isso. O recurso destinado a um colaborador individual, é de código aberto. Se é dirigido a um gerente, é na Free. Se é direcionado a um diretor, é na Premium. E se é direcionado a um executivo de nível C, é no Ultimate. Isso traz muita clareza e parece trabalhar muito bem, mas demorou um pouco para descobrir isso. "

Então assim eles se mantêm até hoje, vc pode ter um GitLab completo em seu computador (eu tenho um na empresa que trabalho que eu mesmo instalei e gerencio, um usuário aqui até tentou lançar um gitbrasil e veio aqui divulgar, mas já está offline).

Possuir o core com as funções community podem trazer muitos benefícios como engajar usuários e fazer com que eles, obtendo sucesso na utilização da versão "free", obtenham a versão "Enterprise"

 

Por fim, como poderíamos pegar o aprendizado dele e aplicar para o L2j ou similares? 

 

Vejo que os packs de hj só querem lucrar, querem ficar oferecendo trial e não focam no que realmente interessa, abrir o código para que mais gente se interesse e amadureça o software, lamento muito por ver isso, como por exemplo um dos mais famosinhos como o aCis e o Mobius, que nem são lá essas coisas, é um monte de re-Work de um software já amadurecido pelas primeiras revisões: l2jserver, l2free e L2emu , todos esses são reworks dos originais e cometem os mesmos erros, mesmos vícios impedindo escala e performance.  Desses 2 o que eu aplaudo é o Mobius que ainda trás o suporte básico aos novas versões e clientes mais modernos, enquanto todos os outros pararam no tempo com o interlude, o que é justificável pois foi quando o l2j mais amadureceu, então os packs mais estáveis eram os do interlude.  Qual o modelo que esses 2 usam? Cobrar acesso a fórum? SVN (que aliás é uma tecnologia ultra ultrapassada que não fornece metade que o git oferece)

Mas então como poderíamos trazer isso para os projetos de L2j? Na minha opinião, se eu hoje quisesse ganhar algum dinheiro desenvolvendo l2j, eu faria exatamente o que eles fizeram, e ainda outras coisas mais.

  • Eu liberaria todo o core da minha aplicação, entregando a melhor experiencia de usuário possível, para que o servidor seja estável e funcional, proporcionando crescimento e adoção da utilização da minha distribuição.
  • E ganharia dinheiro justamente naquilo que facilitaria a vida do Admin, permitindo maior controle e recebendo insights de como melhorar seu negócio como por exemplo, um painel de controle mais robusto e otimizado, uma aplicação que permita ele ter backups mais seguros , permitir que ele migre de versões sem impactar o game, de forma automatizada e sem complicações, recursos de entrega de doação, recursos de integração com serviços de terceiros (como top servers) 
  • Adicionar recursos Premium como por exemplo suporte a otimização de hardware ou auto-config de acordo com os recursos do computador.
  • Só liberaria versões compiladas para os assinantes ou pessoas que adquiriram a versão Premium, no mínimo se a pessoa quer que baixe o codigo e compile por si só, aprendendo como funciona e forçando a mesma buscar conhecimento, ou então esperando algum pré-configurado ser postado na l2jbr hehehe
  • Jamais colocaria algum limitador ou back-door no código.
  • Forneceria ainda customizações especiais para cada cliente e cobrando por isso, caso não sejam recursos do core  como por exemplo ex, login usando Facebook, (sim é possível) um launcher estilo 4Games, ou qualquer outra modificação que não atenda o core.

E você, o que faria para ganhar dinheiro com seu projeto open-source?

 

 

 

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Por fim, como poderíamos pegar o aprendizado dele e aplicar para o L2j ou similares? 

 

Vejo que os packs de hj só querem lucrar, querem ficar oferecendo trial e não focam no que realmente interessa, abrir o código para que mais gente se interesse e amadureça o software, lamento muito por ver isso, como por exemplo um dos mais famosinhos como o aCis e o Mobius, que nem são lá essas coisas, é um monte de re-Work de um software já amadurecido pelas primeiras revisões: l2jserver, l2free e L2emu , todos esses são reworks dos originais e cometem os mesmos erros, mesmos vícios impedindo escala e performance.  Desses 2 o que eu aplaudo é o Mobius que ainda trás o suporte básico aos novas versões e clientes mais modernos, enquanto todos os outros pararam no tempo com o interlude, o que é justificável pois foi quando o l2j mais amadureceu, então os packs mais estáveis eram os do interlude.  Qual o modelo que esses 2 usam? Cobrar acesso a fórum? SVN (que aliás é uma tecnologia ultra ultrapassada que não fornece metade que o git oferece)

Mas então como poderíamos trazer isso para os projetos de L2j? Na minha opinião, se eu hoje quisesse ganhar algum dinheiro desenvolvendo l2j, eu faria exatamente o que eles fizeram, e ainda outras coisas mais.

  • Eu liberaria todo o core da minha aplicação, entregando a melhor experiencia de usuário possível, para que o servidor seja estável e funcional, proporcionando crescimento e adoção da utilização da minha distribuição.
  • E ganharia dinheiro justamente naquilo que facilitaria a vida do Admin, permitindo maior controle e recebendo insights de como melhorar seu negócio como por exemplo, um painel de controle mais robusto e otimizado, uma aplicação que permita ele ter backups mais seguros , permitir que ele migre de versões sem impactar o game, de forma automatizada e sem complicações, recursos de entrega de doação, recursos de integração com serviços de terceiros (como top servers) 
  • Adicionar recursos Premium como por exemplo suporte a otimização de hardware ou auto-config de acordo com os recursos do computador.
  • Só liberaria versões compiladas para os assinantes ou pessoas que adquiriram a versão Premium, no mínimo se a pessoa quer que baixe o codigo e compile por si só, aprendendo como funciona e forçando a mesma buscar conhecimento, ou então esperando algum pré-configurado ser postado na l2jbr hehehe
  • Jamais colocaria algum limitador ou back-door no código.
  • Forneceria ainda customizações especiais para cada cliente e cobrando por isso, caso não sejam recursos do core  como por exemplo ex, login usando Facebook, (sim é possível) um launcher estilo 4Games, ou qualquer outra modificação que não atenda o core.

E você, o que faria para ganhar dinheiro com seu projeto open-source?

 

Cara, essa ultima parte me chamou muito atenção.. parece até que foi pra algumas pessoas kkkk mas refleti no que falou e realmente hoje o interesse está em lucrar, porém ninguém está sabendo lucrar da forma correta e da forma mais rentável possível, pode-se tirar muito mais do que apenas uma revisão estável de um l2j, eu realmente pensei isso esses dias e tirei a conclusão de que se você quer lucrar tem que mostrar que realmente tem algo em mãos que seja além de ótimo.. que traga conforto aos que "desejam" investir financeiramente.

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" Você nunca sabe que resultados virão de suas ações, mas se você não fizer nada, não existirão resultados"

 

 

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Grundor, sempre analista e calculoso com seus artigos.

Realmente, lendo isso me vem uma lição valiosa e que serve para todos né? As vezes limitar o core do projeto, colocar bugs propositais como já vi acontecer e outros problemas apenas para vender uma outra versão melhorada pode ser um tremendo ultrapasso, talvez tenha dado certo algum tempo, mas hoje não.
Mas a coisa não é tão fácil, têm que ter todo um planejamento por trás, não é "apenas uma receita de bolo", tem que imaginar, criar alguns cenários, ver mesmo se tem um público para isso e correr atrás se tiver em mente.

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Possui alguma dúvida em relação à configurações comuns de servidores de Lineage II? Consulte nossa área de Principais Dúvidas Resolvidas.

 

Atenção: Eu não dou suporte por MP, nem por nenhum meio de contato fora do L2J Brasil. Caso insista, será bloqueado e excluído.

 

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Sensacional, 

Realmente sempre foi um grande questionamento pra mim também sobre como lucrar com open-source porque é muito lindo você desenvolver soluções gratuitas mas o tempo empregado como pode ser transformado em uma forma de gerar renda?  

Qualquer um pode pegar uma revisão e refazer mudando poucas coisas e chamar de "SUA" e oferecer como um serviço, compra quem quer claro, até porque como você explanou bem neste artigo é muito dificil você oferecer uma solução e ter opções pagas sem ter que limitar diversas coisas do servidor. 

Mas nos vemos que o que faz crescer isso é uma comunidade sólida e liberdade de contribuição, essa estagnação se da realmente pela cabeça do desenvolvedor que crê que oferecer um serviço compilado direto ao seu público impede que "seu" código seja vazado. E como nós vimos nestes 10 anos  nada fica no escuro para sempre.

Uma coisa que eu sempre tive esperança seria que L2j se torna-se uma ferramenta da comunidade tão modular como o wordpress que a partir de uma base limpa e simples ter suporte a contribuições de todos os tipos da comunidade. 

Eu ainda tenho esperança 😉

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