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Como ingressar no mercado de Design?


Mickael'

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Acredito que todo começo tem um começo. Dicas decomo ingressar no mercado para quem não sabe marolas do assunto

 

“Todo começo tem um começo” – Dizia meu sábio avô. Não basta simplesmente dar início a uma profissão ou atividade semelhante, pois o processo de iniciar começa bem antes do verdadeiro “botar a mão na massa”. E isso é uma imensa barreira para quem quer trabalhar em uma área que não faz ideia por onde começar. O Design digital/gráfico/industrial, como outras vertentes deste mundo artístico, possui um fator atrativo para uma legião de pessoas que sonham em ter um sucesso profissional envolvendo isso. Cada qual com seu motivo particular, entretanto um interesse em comum. E você, que chegou agora, não sabe por onde ir e o que fazer, como lidar?

 

O começo do começo é começar a pensar no começo.

 

Antes de tudo: você tem certeza de que quer o Design como profissão? O que te fez pensar isso? Está apto(a) a trabalhar bastante afim de polir gradativamente sua capacidade profissional? Faça primeiramente essas perguntas a si e tenha absoluta certeza das respostas. Pensar no começo de uma profissão, implica unicamente no auto-questionamento sobre si mesmo. Um bom começo é saber aceitar críticas, da maneira que vier, pois sim, virão muitas. Um profissional do Design nunca é bom o suficiente. Um bom princípio para você não se sentir perdido é buscar profissionais que te inspiram.

Quando comecei a me interessar por Design em meados de 2003, eu lia as entrevistas da Computer Arts que abordavam a vida pessoal de determinado Artista. Aquilo era fascinante. Eles falavam um pouco sobre o profissional e um pouco sobre a vida dele. Isso reflete muito no que ele é capaz de fazer, afinal o estilo de vida de um Designer diferencia bastante o estilo dele trabalhar. Busque inspirações em pessoas, em profissionais do ramo e tenha Designers em mente que possam ser o start de sua inspiração. Isso é essencial para dar início a um mundo recheado de ideias.

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Artistas que me inspiram: Keith Devon, Iris Eda Atalay e Orman Clark.

 

Relacione coisas

Eucostumo observar atentamente objetos aleatórios tentando imaginar como poderiam ser melhorados. Uma coisa que fico indignado até hoje: por que uma lâmpada tem aquele formato? Aquela circunferência na parte de baixo, pra quê? Faça perguntas idiotas a si mesmo. Tente entender o porque as coisas são formadas e entender o por que das formas. Dica extra: tente entender por si, sem pesquisar. Imagine como se você tivesse inventado tal coisa: por qual razão usaria tal forma? Eu não consegui ver um motivo óbvio para as lâmpadas redondas, então logo penso nas fluorescentes, que parecem barras de neon retorcidas. Isso soa mais Design. Em contra-tempo, as maçanetas de portas comuns é uma baita lição de UX. Já parou pra pensar que o sentido de abrir a porta é um movimento feito para baixo? E por qual razão? E que portas de carros e guarda-roupas não existe movimento, você deve puxá-las. Tudo que tem conteúdo dentro ou de rápido acesso é envolvido por portas com puxadores e a quilo que se deve atravessar é pelo movimento circular no sentido horário. Rabisque, desde sempre. Se não escrevo nas horas vagas, eu rabisco. Ou fico olhando pro nada pensando em coisas curiosas. Nada tem limite para inspirar. Note que inspiração é um trunfo que você vai precisar muito ao entrar no mundo do Design, pois nada se começa sem um ponto.

E ah, você não precisa desenhar bem para ser um designer. Acredite, isso é mito. Resumindo, o começo do começo é inspirar-se e buscar inspirações.

Tá, mas e o lado prático?

 

sketches1.jpg

imagem: myinkblog.com

 

Já vi pessoas que pensaram em ingressar no mercado do Design prontos para comprar Macbook, tablet e canetinhas especiais. Não faça isso. Eu trabalhei por anos em comp***dores velhos, lerdos e com ambos, PC e Mac. Lembre-se: não é a ferramenta que faz o profissional. Certo dia, numa entrevista qualquer, um reporter perguntou a Lennon qual amplificador ele preferia. A resposta dele foi “Um que funcione”. Essa resposta genial martela na minha cabeça até hoje. Leve isso em conta! O mesmo vale para software. Acha muito difícil usar o Illustrator? Use o Corel Draw. É pior, todos sabem, mas se for um começo, porque não? Não crie bloqueios. Se for necessário, use até o Corel

Painter. O importante aqui é ressaltar que você está aprendendo, logo tudo é válido. Qualquer experiência com software ou ferramenta tradicional é extremamente válida e renderá experiência para sua carreira. Com o tempo resta você separar o que usar ou não, logo, por ter usado tal software terá autoridade em julgar da maneira que fizer jus ao trabalho executado. Se você nunca usou Corel Draw, como pode dizer que ele é ruim?

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Cammaert & Eberhardt Office em Barcelona.

 

 

Para começar, você pode redesenhar logos, websites, fotomontagens já existentes. Ou criar suas peças. A primeira coisa não é buscar clientes nem trabalhos, afinal, como você vai trabalhar se ainda não aprendeu técnicas? O segredo aqui é apenas estudar ferramentas. Pegue um logotipo de alguma marca e refaça. Algum anúncio, algum website. É neste momento que você passa a buscar tutoriais e aprender a usar a ferramenta a modo profissional. É aqui que você começa a descobrir o mundo, entendendo o processo de criação e subindo um degrau de cada vez. É onde você pode montar algo, mesmo que ficar ruim e apresentar a alguém do ramo para te dar um feedback e, dessa forma, as coisas começam a se encaixar. E para reforçar o que comentei no começo: é necessário aceitar críticas. Ouvir um “putz, tá horrível!” é comum, mesmo para quem está há anos na luta. Ao invés de abaixar a cabeça e desligar o comp***dor, porque você não pensa em olhar o que você fez com outros olhos? Receber um “agora está bem melhor” seguido de um “que porcaria” é muito, mas muito empolgante.

 

 

Ou seja…

O princípio além de aceitar críticas é aceitar evoluir. Vejo muita gente que aprende o básico de Photoshop e sai por aí dizendo aos quatro cantos que é Designer. Na realidade, dominar um software de comp***dor não define sua profissão. O Design exige um estudo aplicado em cima de tudo que o envolve. Quanto mais estudar técnicas, inspirações e aplicações, mais envolvido você irá ficar, e consequentemente direcionado àquilo que você deseja fazer.

 

 

Por: Lucas Haas

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